Clima: redução de chuvas para o restante de julho
As lavouras de milho safrinha em algumas regiões do Paraná começam a sofrer pelo excesso de chuvas. A preocupação é mais com a quantidade de dias de precipitação do que com o volume acumulado. A última semana de junho já havia sido chuvosa, o que se agravou com mais oito dias de chuvas nos dez primeiros dias de julho. O volume acumulado de chuvas de julho mostra totais entre 50 e 100 mm sobre as áreas produtoras de milho do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em função das chuvas das últimas semanas, concentradas entre o Rio Grande do Sul e o sul do Paraná, as condições de água disponível no solo nessa região chegam a 100%. Enquanto no norte do Paraná, no sul de Mato Grosso do Sul e em São Paulo os índices de umidade do solo variam entre 60 e 80%. Já em Mato Grosso, Goiás e em Minas Gerais, que no inverno atravessam o seu período seco, neste início de julho se observa uma queda gradual nos índices de água disponível no solo. Para o restante de julho as chuvas diminuem um pouco em relação ao observado nas últimas duas semanas, o que deve favorecer a fase final das lavouras de milho safrinha do Paraná e de Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso, Goiás e em Minas Gerais o mês de julho promete ser totalmente seco. Em relação às temperaturas, para esta semana não há previsão de frio que possa representar risco de formação de geadas nas áreas de milho do Paraná e Mato Grosso do Sul. Inclusive essa condição de temperaturas amenas e sem frio extremo deve permanecer até o final de julho, o que praticamente livra a lavoura de milho safrinha do risco associado à geada. Nas próximas duas semanas, as ondas de frio e o risco de geadas ficam restritos ao sul do Rio Grande do Sul e as regiões serranas de Santa Catarina e do Paraná.
Fonte: Carlos Cogo