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Notícia Vivecitrus 02


 

Citricultores devem começar recuperar margens em 2010


Ainda não é neste ano que a cadeia produtiva da citricultura vai respirar aliviada. Na safra passada, o produtor estava com o custo elevado principalmente por causa dos preços do fertilizante. Com a crise econômica, a demanda na Europa e nos Estados Unidos foi reduzida, interferindo diretamente na queda dos preços no cenário externo. A próxima safra também sente os efeitos negativos. Existe uma tendência de queda ou estabilização dessa produção durante a próxima safra 2009/2010. A recuperação do setor é esperada para 2010, mas num ritmo bem lento. Os produtores reclamam que, atualmente, as vendas da laranja não cobrem nem o custo de produção. Uma safra mais complicada com relação ao preço possível que será pago, em função do preço do suco, no atual preço que está o suco, a indústria não consegue remunerar no patamar do custo de produção do produtor. Diante deste cenário de incertezas, é possível ver duas oportunidades: estimular o consumo do suco concentrado no país e tentar abrir alguns mercados não explorados, como o da China. Mas antes problemas da cadeia produtiva precisam ser resolvidos. O primeiro problema seria o greening, uma doença devastadora e de custo muito alto; o segundo é o custo de produção, que aumentou muito nos últimos anos; o terceiro é a sustentabilidade econômica do produtor e da indústria; e o quarto é tentar reverter a diminuição do consumo tanto na Europa, como nos Estados Unidos. Enquanto isso, o país busca oportunidades para diversificar a produção da laranja e do suco. Novos polos citrícolas vão sendo desenvolvidos na Região Nordeste. Durante dois anos, a Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um projeto para levar a produção de suco de laranja para a região do Vale do São Francisco. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que há disponível uma área de 30 mil hectares e há capacidade de produção de 100 mil toneladas por ano. O volume não deve disputar com a produção paulista, mas sim complementar. O projeto já foi apresentado às indústrias e os governos estaduais da região estão dispostos a ajudar. Há um ambiente propício para a realização de novos investimentos tanto para atender o mercado interno quanto o externo. E é uma região que em termos fitossanitários é privilegiada, porque é isolada. Então, pode se evitar que pragas e doenças cheguem a essa região.

Fonte: Carlos Cogo

 

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